37ª Rampa da Falperra- A parte psicológica

Quando escolhi o tema deste blog( Psicologia no Desporto  Motorizado), não fazia a menor ideia de que nos dias 6/7/8 de Maio, iria participar na 37ª Rampa da Falperra, a mítica prova automobilística de Braga que desde pequeno sempre sonhei participar. Esse sonho realizou-se! Apesar de ser apenas um dos carros de abertura de prova, e pegando no tema do meu blog, a parte psicológica sofreu alterações pelo menos 2 semanas antes desse grande momento, pois para mim era importante estar tudo perfeito e demonstrar que sabia todos os cantos à “casa” e fazer boa figura. Assim, nos primeiros 15 dias estava me a mentalizar que tinha tudo de correr bem mas sem pensar em grandes detalhes, apenas testar o carro e pouco mais. Até que chega a última semana ,pensar em todos os detalhes relativos ao carro, pneus, gasolina,material a montar, decoração, como até o vestuário que iria usar(roupa ignifuga), como transportar o carro até ao centro da Cidade de Braga e mais uns detalhes. Tudo parecia acumular-se e tanto eu como as pessoas que me estavam a ajudar, começamos a ficar psicologicamente acelerados. No dia 6(sexta), acordei bem cedo pois a ansiedade era tanta e havia muita coisa para fazer, mas por incrível que pareça tudo se desenrolou “normalmente” apesar de a ansiedade ser muita.Chega o fim do dia e isso era sinal de um dos grandes momentos, levar o carro que estava exposto no centro da cidade, em desfile com todos os pilotos que iam participar até ao local da prova. Durante isso tudo correu bem, mas o pensamento já era no dia seguinte, o dia em que iriam estar dezenas de pessoas a olhar para mim, uma pressão que já tinha sentido mas nesta situação tudo era novo e diferente. _MG_0352 vllChega então o dia 7(sábado), onde bem de manhã me dirijo para a partida e todas as preocupações que tinha ontem se tornaram mais evidentes. Chuvia muito, um factor que pensava que iria logo me limitar muito, para além disso pensar nos pontos mais perigosos do traçado, nas zonas de travagem e no objectivo principal da primeira subida, divertir-me e chegar à meta. Com toda a calma, a primeira subida correu bem e a partir daí tudo mudou.A confiança aumentou, a chuva já não era mais uma limitação para mim mas sim um desafio que me pôs numa situação mais confortável.Na segunda subida comecei a arriscar mais, mais uma vez chego ao fim sem qualquer problema. Nas últimas duas subidas, a chuva intensifica-se, os acidentes acontecem, os pilotos do Europeu decidem não subir mas mesmo assim este factor da chuva fazia me sentir muito à vontade e acabo o dia sem qualquer tipo de medo/desconfiança. No dia 8(domingo), os medos que tinha, desapareceram totalmente e sendo o último dia, aproveitei ao máximo este momento tanto nas duas subidas como na descida para voltar a subir onde  tive melhor a noção da quantidade de pessoas que estava a assistir a esta grande prova mesmo com as condições meteorológicas adversas. No fim disto tudo penso que foi uma situação benéfica pois estar a falar de um assunto como a psicologia no desporto motorizado e participar numa prova fez me compreender melhor o que andei a pesquisar e a aprender.
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